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Saúde Ocular

Aprenda sobre as doenças oculares e como melhorar a saúde dos seus olhos

BLEFARITE

O que é
É a inflamação persistente das pálpebras e/ou de suas margens. Pode ser infecciosa (geralmente bacteriana). É mais comum em pessoas de pele oleosa.
Sintomas
As principais queixas são coceira na área da pálpebra, irritação ocular, sensação de corpo estranho no olho, vermelhidão nas bordas das pálpebras, lacrimejamento, escamas e partículas parecidas com caspa que se formam ao longo dos cílios e das pálpebras e perda de cílios. A blefarite aumenta a chance de hordéolo (popularmente conhecido como “terçol”).
Causas
Na margem das pálpebras, junto aos cílios, existem glândulas que produzem uma secreção gordurosa que faz parte da composição normal da lágrima. Em certas condições, essas glândulas não fabricam a secreção de forma correta (blefarite seborreica) ou se inflamam (blefarite infecciosa). Quando isso acontece, acumula-se secreção junto aos cílios, chamada blefarite.
Tratamento
A blefarite é normalmente uma condição crônica, mas seu tratamento é eficaz e relativamente simples. Se a orientação do oftalmologista não for seguida à risca, os sintomas reaparecem em pouco tempo. Ele recomendará fazer a higiene palpebral: limpar as pálpebras, bem junto aos cílios, com um cotonete ou uma compressa embebida em uma solução específica ou xampu infantil neutro diluído. E ainda: aplicação de calor local para ajudar a remover as crostas e secreções gordurosas. A dica é aplicar calor com compressas de água morna sobre as pálpebras durante 5 a 10 minutos, com os olhos fechados. Também pode-se massagear levemente a base dos cílios para drenar as secreções das glândulas. O uso de colírios e pomadas, entre outros medicamentos, só em casos mais graves, com receita e orientação do oftalmologista. Estudos sugerem que o consumo de ácido graxo ômega 3 (gordura boa encontrada principalmente em peixes, como salmão e sardinha, e também suplementos) pode aliviar o ressecamento ocular.

CATARATA

O que é
A crença popular faz com que muitas pessoas acreditem de forma errônea que catarata é uma pele bem fininha que cresce sobre o olho, tornando a visão embaçada. Na verdade, catarata se refere à opacidade do cristalino, a lente natural situada no interior de nossos olhos, exatamente atrás da parte colorida dos olhos (a íris). A íris apresenta uma abertura central, a pupila (conhecida como “menina dos olhos”), que funciona para o olho como um diafragma de câmera fotográfica, controlando a quantidade de luz que entra nos olhos. Quando dilatada, nos permite visualização do cristalino e estruturas intraoculares.
O cristalino funciona como a lente de uma câmera, permitindo a passagem da luz (da imagem), que é focalizada na retina. Esta última transforma a energia luminosa em elétrica, que por sua vez é enviada ao cérebro através do nervo com vias ópticas. O cristalino também funciona como um filtro, protegendo as estruturas internas do olho dos efeitos nocivos dos raios ultravioleta (UV), componentes da luz solar. A catarata é a principal causa de baixa visão e cegueira na terceira idade, mas pode ser revertida, permitindo ao paciente voltar a enxergar tão bem ou até melhor do que antes de apresentar a doença; na maioria dos casos com menor dependência ou até sem necessidade dos óculos (desde que não exista outra doença ocular associada e não ocorram intercorrências durante a cirurgia).
Sintomas
De modo geral, o paciente sente perda progressiva na qualidade de sua visão, e pode pensar que seus óculos precisam ser trocados (caso os use) ou que necessita usá-los. É comum notar que as cores ficam desbotadas. À medida que o tempo passa, as imagens vão ficando mais embaçadas, prejudicando a realização de atividades do dia a dia, como ler, distinguir cores, caminhar com segurança, assistir à televisão. E com a doença, a pessoa pode ter dificuldade para reconhecer pessoas. Outros possíveis sinais de catarata são: excessiva sensibilidade à luz, visão de halos (ou arco-íris) ao redor de fontes luminosas, comprometimento da visão à noite e/ou em ambientes com pouca luminosidade, visão dupla e necessidade de maior luminosidade para ler.
Causas
A mais comum é o envelhecimento. Com o passar dos anos, o cristalino perde sua transparência original e as imagens vão se tornando embaçadas. Esse tipo de catarata é chamada de senil.
A catarata também pode ser congênita ou aparecer na infância e em qualquer fase da vida. Pode ser “acelerada” por outra doença, como o diabetes mal controlado e obesidade, e uso de certos medicamentos. Alcoolismo e o hábito de fumar são fatores de risco para a doença. Acidentes que lesionem os olhos podem causar catarata traumática, assim como a exposição por longos períodos à radiação.
Tratamento
Em caso de suspeita, é preciso consultar o oftalmologista com urgência, para não sofrer danos graves à visão. O tratamento é cirúrgico. É a operação mais realizada no mundo e uma das mais seguras, quando observadas as regras da boa prática médica. Consiste em trocar o cristalino natural opaco por um artificial, uma lente intraocular. Há diferentes tipos de lentes e o oftalmologista indicará a mais adequada a cada paciente. E levará em conta o tipo de catarata, a história clínica e os resultados dos exames, a gravidade do problema e o risco cirúrgico. A operação é realizada habitualmente com anestesia local associada à leve sedação, e o paciente necessita apenas de internação de curta duração (algumas horas). É indolor. No pós-operatório é preciso seguir à risca as orientações do médico, especialmente quanto ao uso dos medicamentos, como colírios anti-inflamatórios que protegem contra infecções e auxiliam na cicatrização. Uma vez operado, o indivíduo não terá catarata novamente. Normalmente, já percebe melhora na acuidade visual horas após a cirurgia. Na maioria dos casos, opera-se um olho por vez. É prudente aguardar um intervalo mínimo de sete dias para operar o outro. Quer saber mais sobre o tema? Marque uma consulta com um dos nossos oftalmologistas.

CONJUNTIVITE

O que é
É a irritação ou inflamação da conjuntiva, a membrana transparente e fina que recobre a parte branca do olho.
Sintomas
Geralmente, a pessoa apresenta vermelhidão, coceira e lacrimejamento dos olhos. Também podem aparecer secreções ou crostas ao redor dos olhos.
Causas
A conjuntivite pode ser causada por alergias ou infecção por vírus ou bactérias. Quando a causa é viral, é muito contagiosa, sendo transmitida pelo contato com as secreções oculares do infectado.
Tratamento
Depende do tipo de conjuntivite e da gravidade do problema. No caso de conjuntivite bacteriana, o oftalmologista poderá receitar colírios antibióticos.

DEGENERAÇÃO MACULAR

O que é
É a doença que atinge a mácula, a parte mais nobre da nossa retina, e responsável pela visão central. Quando olhamos diretamente para um objeto, de qualquer tamanho, usamos a mácula. Qualquer alteração nessa estrutura requer tratamento; caso contrário, poderá ocorrer perda de visão irreversível. É mais frequente acima de 50 anos.
Sintomas
As pessoas com doença da mácula costumam se queixar de perda da visão central (em um ou nos dois olhos). No início, a visão fica embaçada, sem nitidez, como se fosse uma nuvem ou mancha. Com a progressão, a imagem da mancha fica mais escura.
Causas
Os principais fatores de risco são: idade avançada, história familiar de doenças da mácula, hábito de fumar, vida sedentária, excesso de peso e de colesterol. Em muitos casos, há outras doenças associadas, como catarata e glaucoma.
Tratamento
A maioria dos pacientes tem a degeneração atrófica ou seca, de evolução lenta. O oftalmologista indicará medidas preventivas para retardar a progressão do problema e o tratamento adequado a cada caso. Em situações graves, existe a opção de usar medicamentos intraoculares chamados antiangiogênicos.

DESCOLAMENTO DE VÍTREO OU “MOSCAS VOLANTES”

O que é
Sabe aqueles pontinhos escuros, as manchas em forma de teias, filamentos que aparecem de repente, sem motivo, e se movem como se estivessem boiando diante dos seus olhos ou em flashes? Não são nada grave na imensa maioria das vezes. Isso é descolamento do vítreo, conhecido popularmente como “moscas volantes”. Ficam mais visíveis quando a pessoa olha para paisagens de cor clara, como paredes brancas ou o céu azul.
Causas
No nosso globo ocular existe uma estrutura gelatinosa e transparente chamada de corpo vítreo (ou vítreo). O vítreo fica atrás do cristalino (a lente natural do olho) e em íntima relação com a retina (a fina camada de neurônios responsável pela captação da luz). O vítreo dá volume e consistência ao olho e, por ser transparente, também tem função de transmitir a luz que chega à retina.
Com a idade, o vítreo tende a se desprender (ou se descolar), ficando preso apenas por sua base. Isso é normal e esperado. Portanto, não é uma doença. Mas, em certas situações, o descolamento do vítreo pode trazer complicações. Daí a importância de consultar o oftalmologista.
Tratamento
Não é preciso tratar “moscas volantes”. Há situações em que o indivíduo apresenta piora e deve consultar o oftalmologista. Se necessário, o médico pedirá o exame de mapeamento da retina (e outros, dependendo da avaliação) para prevenir o descolamento da retina.

ESTRABISMO

O que é
É o desalinhamento dos olhos, de diferentes formas. Normalmente, é diagnosticado na infância.
Sintomas
Os olhos parecem tortos e não focam a imagem no mesmo sentido, ao mesmo tempo.
Causas
O estrabismo pode ser causado por alteração nos músculos que controlam o olho e lesão do nervo óptico.
Tratamento
Dependendo de cada caso, o oftalmologista indicará óculos especiais, tapa-olho e cirurgia. É importante tratar para evitar a visão dupla.

GLAUCOMA

O que é
É uma doença comumente assintomática no seu início, que causa perda progressiva de visão devido a danos ao nervo óptico; estrutura no fundo do olho formada por fibras da retina que seguem em direção ao cérebro. Essas fibras nervosas são as responsáveis por levar a informação visual recebida pelo olho. É como se fosse um cabo elétrico com mais de um milhão de fios. No cérebro, elas geram a visão central e a lateral ou periférica.
Sintomas
Em geral, os pacientes não sentem dor e a queixa no tipo de glaucoma mais recorrente (de ângulo aberto) é a perda progressiva de visão. Quando os sintomas aparecem, a doença já apresenta gravidade. O glaucoma de ângulo fechado causa dor ocular, que pode ser acompanhada de náuseas e outras queixas.
Causas
A principal é o aumento da pressão intraocular, que leva à destruição gradativa das fibras nervosas da retina. Daí a importância da consulta anual ao oftalmologista.
Tratamento
A cegueira é evitada com o diagnóstico precoce, com o auxílio de exames específicos em consultório, para avaliar a progressão da doença. Alguns deles são: exame da pupila, teste com aparelho de lâmpada de fenda, tonometria, gonioscopia, análise do nervo óptico e do campo visual. O tratamento clínico é com colírios receitados pelo oftalmologista. Em casos específicos, existe a opção de cirurgia a laser.

No controle do glaucoma de ângulo aberto (o tipo mais comum), de leve a moderado, uma solução é o microimplante de stents (dois ou mais) nos olhos. Essa técnica melhora o fluxo do humor aquoso – um líquido incolor que preenche as câmaras oculares –, reduzindo a pressão intraocular e podendo eliminar a necessidade de usar colírio ou diminuindo sua dose.

A técnica é realizada com anestesia local, e o stent (pequeno dispositivo de metal perfurado) mede quase um grão de arroz (0.4mm por 0.3mm) e não precisa ser trocado. Ela é indicada a pessoas que já foram submetidas à operação de catarata ou no mesmo ato cirúrgico. Em geral, as contraindicações incluem deformidades anatômicas nos olhos, casos avançados de glaucoma e coexistência com outras doenças oculares inflamatórias. Alguns planos de saúde cobrem esse procedimento. Veja como ele é realizado, neste vídeo.

LENTES DE CONTATO

O que são
Servem para corrigir os erros refrativos (miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia). Podem ser gelatinosas ou rígidas e são fabricadas em diferentes materiais e modelos, para uso diário, mensal ou por períodos mais prolongados. Podem ser indicadas no tratamento de ceratocone (uma doença da córnea) e, em casos especiais, para fins estéticos. Sempre com orientação do oftalmologista. As gelatinosas mais modernas são em silicone hidrogel, confortáveis e corrigem praticamente todos os erros refrativos. Existem também lentes bifocais e multifocais. Não há idade mínima para começar a usar lentes de contato, mas é preciso ter condições de seguir as orientações do oftalmologista.
Cuidados
Por ser um corpo estranho em contato com os olhos, as lentes exigem cuidado diário, principalmente em relação à higienização, e consulta periódica ao oftalmologista. A tolerância ao uso de lentes de contato é individual. É preciso respeitar o período de adaptação e a receita dos óculos é diferente das lentes. O cuidado diário evita o mau uso, que podem causar infecção e úlcera na córnea. A conjuntivite por lente de contato é bastante frequente. E não se deve dormir com elas.

MIOPIA, HIPERMETROPIA, ASTIGMATISMO E PRESBIOPIA

O que são
Os erros refrativos (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia) são a causa mais comum de deficiência visual. Em um olho normal (sem grau ou emétrope), a luz primeiro passa pela córnea (a lente mais externa do olho), pela pupila – estrutura que controla a quantidade de luz que chega ao interior do olho – e pelo cristalino (lente mais interna do olho), sendo direcionada à retina. Na retina ficam as células fotorreceptoras. São elas que, por intermédio do nervo óptico, enviam a informação sobre a imagem ao cérebro. Na miopia, a visão de perto é boa, mas fica embaçada de longe. Ocorre quando o comprimento do olho é maior que o normal, a córnea é muito curva ou quando o cristalino tem formato, espessura ou posição anômalas. Na miopia, a luz que entra no olho não é focada corretamente na retina e os objetos distantes ficam borrados. O diagnóstico é feito na infância. Como o olho continua a crescer com o desenvolvimento do corpo, a frequência dos exames dependerá de cada caso. Doenças como glaucoma, ceratocone (uma alteração da córnea), catarata e diabetes podem piorar a miopia. A correção pode ser feita com óculos, lentes de contato, cirurgia a laser e implante de lentes intraoculares (para graus mais elevados).
Na hipermetropia, a visão de longe e de perto são embaçadas. É o erro refracional mais comum no Brasil. Acontece quando o comprimento do olho é menor que o normal, a córnea é muito plana ou o cristalino tem formato, espessura ou posição anômalas. E a luz que entra no olho não é focada corretamente na retina, deixando os objetos borrados em todas as distâncias. Em caso de baixo grau, o indivíduo mantém razoável visão para longe, mas a de perto é prejudicada. O principal fator para hipermetropia é a herança genética. A pessoa com hipermetropia pode se queixar de cansaço ou desconforto ocular (ardência, queimação, irritabilidade) após esforço prolongado de visão para perto; dor de cabeça, principalmente no final do dia; e dificuldade de concentração. A correção pode ser feita com óculos, lentes de contato, cirurgia a laser e implante de lentes intraoculares (para graus mais elevados).
No astigmatismo ocorre perda da nitidez da visão em diferentes graus e devido a irregularidades da superfície das lentes do olho (córnea, o mais comum, e cristalino). Com o defeito, a imagem chega à retina distorcida e dividida. E a visão fica borrada de longe e de perto. A pessoa pode se queixar de desconforto ocular e dor de cabeça. Em pouco grau não costuma atrapalhar o dia a dia e nem sempre precisa de correção com óculos, lentes de contato ou cirurgia. É comum esse erro estar associado à miopia ou à hipermetropia. Geralmente, é herdado dos pais. Doenças como ceratocone, pterígio (crescimento benigno de tecido na córnea), traumas e cirurgias oculares com grandes incisões podem causar astigmatismo.
A presbiopia ou vista cansada faz parte do envelhecimento natural, sendo decorrente da perda progressiva e gradual da elasticidade do cristalino. E a visão vai ficando menos nítida de perto. Os principais sinais aparecem por volta dos 40 anos e são: necessidade de segurar qualquer coisa para ler mais distante dos olhos; visão borrada de perto; sensação de cansaço ocular ou dor de cabeça. A correção pode ser feita com óculos, lentes de contato e cirurgia. O oftalmologista indicará a opção adequada a cada caso.

MITOS E VERDADES EM SAÚDE OCULAR

Ler demais faz mal – O que você precisa é garantir boas condições de iluminação para evitar o desconforto dos olhos. A vista cansada ou presbiopia é resultado do envelhecimento natural do corpo.
Ver TV de perto faz mal – Assistir à TV a menos de três metros de distância pode causar cansaço ocular, mas não prejudica a visão.
Miopia regride – Inexiste remédio ou exercício para corrigir a miopia.
Horas no computador – Passar muito tempo diante da tela do computador pode causar desconforto para enxergar. Isso porque diante da tela piscamos com menor frequência que o habitual (três a cinco vezes por minuto, quando normalmente fazemos isso cerca de 12 vezes) e pode ocorrer evaporação da lágrima, deixando os olhos ressecados. Portanto, se precisar ficar do computador muito tempo, faça pausas a cada hora.
Lentes de contato corrigem pior que óculos – As lentes podem funcionar melhor que os óculos, dependendo do caso, principalmente em graus altos de miopia, pois oferecem um campo de visão maior por estarem sobre a córnea.
Diabetes causa cegueira – Sim. Porque essa doença pode causar alterações vasculares, como hemorragias na retina. Daí a importância da consulta periódica ao oftalmologista.
Comer muita cenoura melhora a visão – A vitamina A, presente na cenoura e outros alimentos, é importante para os olhos. Contudo, apenas a carência extrema de vitamina A pode causar danos à visão.
Óculos escuros protegem os olhos – Sim, mas as lentes precisam ser de boa qualidade com capacidade de filtrar a radiação ultravioleta. Não compre óculos de grau e escuros em vendedores ambulantes e não use óculos sem receita ou orientação do oftalmologista.

OFTALMOPEDIATRIA

O que é
É a área da oftalmologia que atende a crianças. Ao nascer, o bebê ainda não tem seu sistema visual completamente formado e seu amadurecimento acontecerá aos poucos. O bebê vê desfocado e as cores não são bem percebidas. Só no primeiro ano ela se torna mais nítida, sendo um período importante para o diagnóstico de doenças oculares congênitas. A visão alcançará a maturidade por volta dos dez anos.
O primeiro exame
Recomenda-se o primeiro exame ainda na maternidade pelo oftalmopediatra ou pediatra. Esse exame é o “teste do olhinho” e é essencial para o diagnóstico de doenças dos olhos, principalmente as que precisam de tratamento urgente, como catarata congênita (com maior risco em bebês cujas mães tiveram alguma infecção na gravidez); glaucoma congênito (o bebê tem fotofobia e aumento dos olhos, entre outros sintomas); retinoblastoma (câncer na retina) e excesso de lacrimejamento. Os bebês prematuros precisam de atenção, porque podem apresentar retinopatia da prematuridade, que leva à cegueira, se o tratamento não for realizado. Até completar dois anos, qualquer criança deve ser examinada por um oftalmopediatra a cada seis meses.
Após essa idade, se estiver tudo bem, a criança deverá ser levada, uma vez por ano, ao ofltamopediatra até os dez anos. Nessa fase, são mais constantes o diagnóstico de erros de refração (podem ser hereditários) e o estrabismo.
Quando procurar o oftalmopediatra
Em caso de baixo rendimento da criança na escola, dor de cabeça e lacrimejamento ao ler, assistir à TV, usar o computador, falta de concentração, suspeita de baixa visão em um ou em ambos os olhos.

OLHO SECO

O que é
O olho seco é uma síndrome que causa diminuição da produção da lágrima ou deficiência em alguns de seus componentes, ou seja, pouca quantidade e/ou má qualidade da lágrima. Cerca de 15 a 40% da população geral apresentam queixas de olho seco. Em geral, é difícil de ser diagnosticado, porque é facilmente confundido com outras condições, como infecções ou alergias oculares.
Sintomas
Os principais são: ardor, queimação, coceira e irritação nos olhos; visão turva, que melhora ao piscar; lacrimejamento; sensação de corpo estranho nos olhos; fotofobia, desconforto ao assistir à TV, ler ou usar computador em ambiente refrigerado e olhos embaçados ao final do dia.
Causas
É decorrente do envelhecimento natural. Ar seco, poluição, uso prolongado de computador, passar muito tempo em ambiente refrigerado, uso de lentes de contato, alta temperatura e vento pioram o problema. Alguns medicamentos do tipo anti-histamínicos, descongestionantes, antidepressivos, tranquilizantes e anti-hipertensivos podem desencadear a síndrome do olho seco. Outras possíveis causas são: artrite, alergia, lúpus, sarcoidose, mal de Parkinson, síndrome de Sjögren, algumas doenças da pele (esclerodermia, rosácea), alterações no sistema imunológico (como penfigoide, a descamação das membranas mucosas) e síndrome de Stevens-Johnson (reação alérgica por medicamentos).
Tratamento
Depende de cada caso e visa ao alívio dos sintomas irritativos. Inclui o uso de lágrimas artificiais aquosas e viscosas; conservação da lágrima por meio da oclusão dos ductos lacrimais (procedimento simples em consultório de oftalmologia); uso de medicamentos que estimulam a produção de lágrimas e drogas anti-inflamatórias e hormonais específicas, com receita e orientação do oftalmologista.

PLÁSTICA OCULAR

O que é
É uma área da oftalmologia especializada em plástica estética e reparadora. É indicada, por exemplo, para rejuvenescimento das pálpebras (blefaroplastia), com objetivo de remover as bolsas de gordura que deixam a área inchada e a flacidez. Em procedimentos estéticos, o especialista também faz aplicação de toxina botulínica para atenuar as rugas e linhas de expressão do rosto e o preenchimento facial para aumento de volume.

RETINOPATIA DIABÉTICA

O que é
É uma doença que afeta os pequenos vasos da retina, devido ao diabetes mal controlado.
Sintomas
Normalmente, afeta os dois olhos. O indivíduo pode se queixar de estar vendo moscas volantes, manchas escuras, visão embaçada e dificuldade de distinguir cores.
Causas
O diabetes não controlado.
Tratamento
Em todas as formas e estágios de retinopatia diabética, o que mais conta no tratamento é o controle da glicemia (a concentração da glicose no sangue). O mesmo deve ser feito com acompanhamento do endocrinologista ou do clínico geral e inclui: dieta, prática de exercícios físicos e uso de medicamentos. Sem o controle da glicemia, os outros tratamentos e as cirurgias para a retinopatia serão ineficazes ou terão efeito duradouro. Nas formas leves e iniciais, o edema macular é tratado com laser (fotocoagulação a laser) e/ou injeções intraoculares (com medicações anti-inflamatórias e antiangiogênicas). Em casos graves, apenas a cirurgia ocular (combinada com os tratamentos acima) pode controlar o edema.
Na forma proliferativa, o tratamento inicial é com laser, independentemente de haver ou não baixa visão. Dependendo da resposta e da gravidade da doença, pode-se combiná-lo com aplicação de injeções intraoculares e cirurgia ocular (principalmente nos casos de hemorragia e descolamento de retina).